Sem título
Helena Gonçalves
Fotografia
60 x 70 cm 
2011
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Galerista por um dia... Gonçalo M. Tavares
Cláudio Garrudo - Helena Gonçalves - Jaime Vasconcelos - Joanna Latka
Composição Digital - Desenho s/ Gravura - Fotografia
Galeria das Salgadeiras
1.7.2011 - 16.9.2011
 
No âmbito da iniciativa «Galerista por um dia», iniciado em 2008, a Galeria das Salgadeiras convida este ano o escritor Gonçalo M. Tavares para preparar uma exposição com base no acervo e nos artistas que colaboram com a galeria. A partir da série «O Bairro», a mostra conta com obras de Cláudio Garrudo, Helena Gonçalves, Jaime Vasconcelos e Joanna Latka em múltiplas interpretações e leituras do Sr. Calvino, Sr. Breton, Sr. Juarroz, sr. Henri, entre outros.
Literatura e Artes Visuais envolvidas num mesmo processo criativo já que, além da apresentação de algumas obras inéditas e desenvolvidas especificamente para esta ocasião, a palavra é um elemento particularmente forte nesta exposição organizada por Gonçalo M. Tavares. A partir das obras em acervo, novas direcções de interpretação surgiram e a leitura, tantas vezes repetida, dos senhores do Bairro induziu a produção de outros trabalhos bem como a descoberta de já existentes.
Cláudio Garrudo apresenta uma série de imagens em que explora a multiplicidade dos senhores do Bairro, em auto-retratos (ou auto-representações) que remetem directamente para o espaço expositivo, captados que foram a partir das câmaras de vigilância.
Helena Gonçalves encontrou no sr. Breton um novo significado para as cadeiras abandonadas e as fissuras do Ginjal, num registo fotográfico onde a luz e o movimento criam esse ambiente introspectivo e surreal desta entrevista do sr. Breton a si próprio.
Jaime Vasconcelos entra em diálogo com o Bairro do Gonçalo M. Tavares e a sua própria interpretação, cruzando os senhores, misturando referências, pessoais e literárias, recorrendo a uma mesma matriz fotográfica em diferentes cromatismos e composições gráficas,
Joanna Latka, artista polaca, recorda da sua primeira impressão dos bairros lisboetas os estendais à janela com lençóis brancos, aqui recuperados numa instalação de desenhos sobre gravura cega, cruzando esta sua memória com o universo do escritor.